
Bem-vindo ao blog do Movimento “Ouvir para Construir”
Neste espaço descreveremos as premissas que dão sustentação à construção deste movimento e os caminhos que queremos percorrer. Pretendemos iniciar uma jornada de discussões para estabelecermos ideias e ações em conjunto com os Psicólogos e Psicólogas de Santa Catarina.
É importante dizer que compreendemos a categoria profissional como algo que transcende os dados estatísticos, que buscamos o acolhimento e valorização deste coletivo de pessoas com suas variadas atuações e frentes de luta. Neste sentido, a complexidade da Psicologia como área de atuação torna imprescindível a abertura de um espaço que oportunize uma construção coletiva dos Psicólogos a partir da escuta ativa por parte de quem se disponibiliza a trabalhar no Sistema Conselhos em prol do desenvolvimento, valorização e reconhecimento de nossa profissão.
Atentos a esse princípio, o movimento “Ouvir para Construir” propõe - conforme explícito em seu próprio nome - estabelecer este espaço de escuta para que possamos construir em conjunto com a categoria profissional políticas de trabalho que representem efetivamente seus membros, produzindo mudanças decorrentes de uma psicologia realmente participativa.
A partir da construção de um espaço onde os Psicólogos e Psicólogas sintam-se de fato representados, acolhidos e inseridos, poderemos vislumbrar uma nova afirmação social de nossa profissão, devidamente empoderada de sua importância para a sociedade nas mais diversas áreas que a Psicologia tem competência e espaço para atuar.
O Conselho Regional de Psicologia, assim como toda a estrutura que implica no Sistema Conselhos, pode e deve colocar-se como espaço articulador destas mudanças de posicionamento social e político de nossa profissão.
Acreditando nessas perspectivas e visando ações concretas para o Estado de Santa Catarina é que o movimento “Ouvir para Construir” se estabelece, buscando por meio da heterogeneidade de seus componentes já iniciar este espaço de representatividade dos milhares de Psicólogos e Psicólogas de nosso Estado.
Os profissionais listados abaixo estão implicados na construção deste espaço de trabalho conjunto e formam o Movimento “Ouvir para Construir”, que disputa o pleito 2010/2013 do Conselho Regional de Psicologia da 12a Região. Para saber mais sobre os componentes, veja a página QUEM SOMOS.
Alvira Bossy - CRP-12/08278
Ana Cristina Fernandes Pacheco Bacha - CRP-12/02339
Angela Schillings - CRP-12/00080
Daniela Regina da Silva - CRP 12/01753
Edier de Souza Rosa - CRP-12/05441
Eliane Elias - CRP-12/02649
Eliza Rita Ferreira de Andrade - CRP-12/08076
Fabiana Motta - CRP-12/02522
Fabiane Silveira Martins - CRP-12/02001
Greice Borja Ribeiro - CRP-12/01412
Lílian Martins Velho Mello - CRP 12/01166
Luciana S. Medeiros - CRP-12/05758
Maíra Carvalho Toscano - CRP-12/01828
Rita Risonéia de Liz Pereira - CRP-12/00822
Sara Feldmann - CRP-12/03383
Soraya Finco Faria - CRP-12/00996
Tatiana Marcela Rotta - CRP-12/05092
Wanda Beatriz Elsen Barcellos - CRP-12/01284
PARABÉNS PELO BLOG. DEIXO MINHA CONTRIBUIÇAO. SAUDAÇOES ANTIMANICOMIAIS
ZUZU FONTES
Carta aberta ao congresso nacional,Às organizações, associações, autoridades de saúde, profissionais de saúde mental, legisladores e juristas.
C/C Organizações das nações Unidas
Pelos usuários de sistema de saúde mental terem direito a acompanhante enquanto internados.
Senhores,
Reivindicamos o acompanhamento na internação dos usuários de saúde mental por parente próximo como obrigatório nas instituições psiquiátricas brasileiras.
.....Visto que, o usuário de saúde mental é incapaz.perante a lei e as instituições psiquiátricas são ineficazes em salvaguardar sua dignidade pessoal visto que o usuário de saúde mental depende de apoio da família para sua melhoria e bem estar; e ainda que a internação solitária gera maior incapacidade social causado pelos descasos do quadro clínico e até da família Verificando também que inúmeras drogadições, lobotomias e eletro choques são efetuados em clínicas de saúde mental publicas ou particulares,remédios fortes são prescritos sem o conhecimento e consentimento da família, podemos causar sérios danos ao SNC e dependência química.
Sabemos, que por serem incapazes de lutar pela sua vida e direitos,pelas limitações inerentes aos mesmos,e métodos atuais de internação não possuem até então caráter preventivo de recaídas. Se este paciente, é incapaz pela ciência, porque deixá-los a mercê de médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagens, distanciando-o de sua realidade e dificultando sua recuperação?
A drogadiçao excessiva é motivo de maior despesa no orçamento do SUS e conseqüente volta e permanência do mesmo dentro dos hospitais: quanto maior drogadiçao o usuário for exposto, mais demorará para sua recuperação e reinserção social e familiar. Para livrar-nos do sistema crônico de geração de pacientes psiquiátricos pelas clinicas e laboratórios, devido aos vícios de fármacos contínuos que causam dependência física e psíquica
Ora, são incapacitados, perante a lei, mesmo temporariamente,têm o direito humano de permanecerem acompanhados de familiares, pais,irmãos esposas ou filhos,até a sua alta!
Que seja instituído por lei o direito de um acompanhante quando se der a internação de um usuário de saúde mental em qualquer leito de instituição psiquiátrica brasileira.Que seja pautada na lei a dignidade humana de todos e inclusive do usuário de saúde mental, aprovando e assegurando a permanência de um acompanhante ao paciente, assegurando-lhes o equilíbrio, e a segurança pessoal na insanidade,como cidadãos que são!
Senhores,solicitamos em caráter de urgência esta lei!
ATENCIOSAMENTE,
Zulmira Guimarães Fontes
Usuária de saúde mental- ES